O pintor "do povo "
Jack Vettriano nascido em 1951 é um pintor escocês muito popular acarinhado pelo publico em geral e desprezado pelo mundo da arte cuja critica é muito feroz com o seu trabalho .
Começou a pintar na década de 1970 de forma auto-didacta e expôs pela primeira vez em 1988 na Escócia com sucesso e em 1999 em Nova Iorque , onde na noite da inauguração vendeu os 21 quadros que expôs .
É o artista britânico que anualmente mais dinheiro ganha em direitos de impressão e reprodução de obras suas em calendários, cartazes , gravuras etç. Jack Nicholson, Alex Ferguson são compradores habituais das suas obras .
Com uma vida pessoal algo atribulada ,os críticos de arte e responsáveis por instituições culturais referem-se ao seu trabalho como "pintura erótica sem cérebro ". Um porta-voz da Tate Gallery questionado por a principal instituição de arte Britânica não possuir nenhum quadro de Jack Vettriano , referiu que "A Tate colecciona arte de importância nacional e que não pode comprar obras de cada artista britânico ".
Há quem refrira que há dois mundos na arte. O do grande publico e o dos especialistas , que quase sempre não são coincidentes . O sucesso de Jack Vettriano junto daquele acontece porque o seu trabalho não é de ponta , é agradável , confortável , tem um toque algo picante e ao que acresce, talvez, uma lembrança de tempos passados . E isto o povo gosta , ponto final .
Jack Vettriano junto de uma das suas obras mais famosas e mais caras
Jack Vettriano




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É curioso. Conhecia algumas das obras, mas desconhecia o autor. É verdade que a "crítica" por vezes, para não dizer quase sempre, é "snob" e alimenta ela própria essa clivagem com o gosto comum (uma espécie de senso comum estético pretensamente a dar para o "kitsch"). Nunca mais me esqueço de dois idiotas, um jornalista e um pianista, que quase me "crucificaram" só porque não corroborei as suas opiniões "vanguardistas" - um afirmava que o Sgt. Pepper's é "o pior álbum dos Beatles"; o outro que a Final do Vianna da Motta não é nenhuma "Final da Taça". Curiosamente hoje um faz fretes políticos no mais rasca dos pasquins nacionais e o outro é "paineleiro" futebolístico de uma TV da treta.
ResponderEliminarEnfim, o artista parece "comercial de alto coturno", faz lembrar um pouco o Edward Hopper mas algo fora do tempo. O gosto pode ser popular, mas nem todo o "povo" tem o poder aquisitivo do Jack Nicholson.
Não me importava absolutamente nada de ter um na minha sala.
"Dor de corno" companheiro, "dor de corno"...